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Segundo turno reforça debate sobre direitos dos trabalhadores

Dirigentes da CNM/CUT destacam a importância do voto consciente, da participação democrática e da defesa das conquistas sociais e trabalhistas

Publicado: 22 Outubro, 2026 - 17h11 | Última modificação: 23 Outubro, 2026 - 00h31

Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão

Reprodução
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O voto também representa um instrumento de defesa de direitos

A participação da classe trabalhadora no segundo turno das eleições, marcado para domingo (25), ganha destaque no debate sobre os rumos do país. Para dirigentes da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), o voto também representa um instrumento de defesa de direitos.

O presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, destacou a importância do processo eleitoral para o futuro do Brasil. Segundo o dirigente, as escolhas feitas nas urnas terão reflexos nas políticas públicas e nas condições de vida da população nos próximos quatro anos.

“Mais do que escolher quem vai governar, é preciso pensar no Brasil que queremos construir nos próximos quatro anos, com trabalho digno, valorização dos salários e respeito aos direitos conquistados pela classe trabalhadora”, afirmou Loricardo.

O dirigente também defendeu que a participação política não se encerre com a votação. Para ele, a mobilização sindical e o acompanhamento das decisões dos governantes são fundamentais para que as reivindicações dos trabalhadores permaneçam no centro do debate público.

Direitos em pauta
A secretária de Igualdade Racial da CNM/CUT, Christiane Aparecida dos Santos, ressaltou que a participação dos trabalhadores no segundo turno envolve questões que ultrapassam a escolha de representantes e alcançam conquistas obtidas ao longo de décadas de organização e mobilização.

“Não é só escolher uma pessoa ou outra. O que está em jogo são os nossos direitos, todas as lutas e conquistas que tivemos até aqui, que não foram fáceis”, afirmou Christiane, ao defender que a classe trabalhadora considere as propostas relacionadas às condições de trabalho.

A dirigente também chamou a atenção para temas como remuneração, saúde no ambiente profissional e redução da jornada. Segundo ela, o tempo dedicado ao trabalho e aos deslocamentos interfere diretamente na qualidade de vida e nas possibilidades de convivência familiar e lazer.

Christiane destacou ainda que o exercício da cidadania não se limita ao período eleitoral. “A democracia vai muito além do voto”, disse, ao lembrar que a liberdade de expressão e o direito de manifestação também fazem parte da participação da sociedade nas decisões políticas.

Participação popular
Para a secretária de Políticas Sociais da CNM/CUT, Kelly Galhardo, a presença da classe trabalhadora no processo eleitoral tem peso nas decisões sobre os rumos políticos, econômicos e sociais do país, especialmente na formulação de políticas públicas.

“O voto é uma ferramenta fundamental para defender conquistas históricas, combater a desigualdade social e garantir que os direitos trabalhistas e sociais sejam preservados e ampliados”, destacou Kelly, ao abordar a importância da participação consciente nas urnas.

A dirigente avaliou que o engajamento dos trabalhadores contribui para ampliar o debate sobre direitos e prioridades sociais. Na sua avaliação, a participação eleitoral também permite que diferentes demandas da população sejam consideradas na definição das políticas públicas.

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