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STF corrige injustiça, mas trabalhadores ainda enfrentam obstáculos

Decisão que derrubou a idade mínima representa uma vitória importante para quem trabalha exposto a riscos, mas especialistas alertam que a recuperação dos direitos previdenciários ainda está incompleta

Publicado: 19 Junho, 2026 - 16h27

Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão

CNM/CUT
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O artigo analisa os impactos da decisão e explica as mudanças práticas para os trabalhadores

Decisão que derrubou a idade mínima representa uma vitória importante para quem trabalha exposto a riscos, mas especialistas alertam que a recuperação dos direitos previdenciários ainda está incompleta

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou a exigência de idade mínima para a concessão da aposentadoria especial representa uma importante vitória para milhões de trabalhadores expostos diariamente a condições prejudiciais à saúde. A avaliação é dos advogados Cláudia Costa e Vinícius Cascone, em artigo publicado pela CNM/CUT.

Segundo os especialistas, a aposentadoria especial foi criada justamente para proteger trabalhadores submetidos a agentes nocivos, como ruído excessivo, calor intenso, produtos químicos e outras situações que comprometem a saúde ao longo da vida laboral. Por isso, a imposição de uma idade mínima pela Reforma da Previdência de 2019 contrariava a própria finalidade do benefício.

Para os autores, a decisão do STF corrige uma distorção ao reconhecer que trabalhadores expostos a riscos não podem ser obrigados a permanecer por mais tempo em atividades que colocam sua saúde em perigo.

Apesar da conquista, Cláudia Costa e Vinícius Cascone alertam que a luta pela recuperação dos direitos previdenciários está longe de terminar. Eles destacam que permanecem em vigor regras criadas pela reforma que dificultam o acesso à aposentadoria especial e reduzem o valor dos benefícios, impondo perdas significativas aos trabalhadores.

“A decisão do STF representa um avanço importante e uma vitória da luta em defesa da saúde dos trabalhadores. Mas ainda existem mecanismos que restringem direitos e precisam ser revistos para garantir uma proteção previdenciária mais justa”, afirmam os autores.

O artigo analisa os impactos da decisão, explica as mudanças práticas para os trabalhadores e aponta os desafios que permanecem na busca pela recuperação dos direitos afetados pela Reforma da Previdência.

Para ler o artigo completo, clique aqui.